Narrado por Giovani Ferreti:
A tarde começava a morrer quando estacionei o carro em frente aos portões da mansão Ferreti.
Ali estava ela. Imponente. Majestosa. Assustadora.
A fachada, com colunas brancas ornamentadas e janelas altas de vidro espelhado, refletia a luz dourada do pôr do sol, mas não havia beleza capaz de aliviar o nó que se formava no meu estômago. O brasão da família, cravado em ferro sobre os portões, parecia mais um aviso do que um símbolo de prestígio: ninguém entra aqui sem d