Narrado por Giovani Ferreti
O dia começara cedo, como todos os outros. Nos negócios, o luxo do repouso era um capricho para os fracos — e eu já tinha sido fraco demais uma vez. Nunca mais.
Ignorei os soluços atrás da porta do meu quarto. Scarllet estava lá, ajoelhada, implorando. Eu ouvia o som abafado da voz embargada, os punhos frágeis batendo na madeira maciça. Palavras de amor, promessas de devoção. Tudo isso era veneno doce — e eu tinha antídoto suficiente no sangue.
Abri a porta sem olhar