Narração por Giovani Ferreti
Antonella sempre me pareceu... indomável. Talvez por isso eu a deseje tanto. Há nela algo que não posso tocar sem queimar os dedos. Uma presença que me desconcerta, mesmo quando tudo em mim pede controle.
Voltávamos de Ravello, o céu ainda tingido de laranja no horizonte, e ela estava sentada ao meu lado, de braços cruzados, com os olhos cravados no para-brisa como se o mundo lá fora fosse mais digno da atenção dela do que eu.
E então ela falou. Com aquele tom que m