O céu estava desabando, não era uma chuvinha qualquer, era o tipo de temporal que parecia querer arrancar as telhas e lavar a alma de quem estivesse na rua. O som dos trovões fazia a vidraça da cozinha vibrar, e lá fora o mundo estava um breu só, cortado apenas pelos clarões dos raios.
Estava sentado na bancada, girando o celular na mão, tentando, e falhando miseravelmente, tirar a imagem da Bruna vestida naquele pijaminha da cabeça.
O celular vibrou, era o número fixo da casa dos Lacerda.
A