Não sou de esperar, nunca fui. O Luan tem aquela paciência de gato, de ficar espreitando, fazendo joguinho de palavra. Eu não. Sou o tipo de cara que, se quer a fruta, vai lá e arranca do pé, mesmo que ela ainda esteja verde. E depois que aquele desgraçado chegou na cozinha contando que a Bruna tinha gozado nos dedos dele e não nos meus, me deixou com raiva. O Luan é um desgraçado sortudo, mas ele não tem metade da minha fome.
— A coelhinha vai ser minha hoje — resmunguei sozinho, enquanto cruz