O quarto de Theodoro era impecável.
Amplo, sofisticado, com móveis em tons sóbrios e linhas perfeitas. Tudo estava exatamente onde deveria estar cada objeto, cada detalhe, cada sombra projetada pela luz baixa do abajur. Era um ambiente que transmitia controle.
E, ainda assim… vazio.
Deitado sobre os lençóis frios, com um braço apoiado sob a cabeça, Theodoro encarava o teto sem realmente vê-lo. Sua mente não acompanhava a organização do espaço ao seu redor.
Voltava, repetidas vezes, à mesma