Cada vez que Elizabeth ia ajudar sua mãe, seus olhos à traíam, buscando por Theodoro em algum canto da mansão dos Matarazzo. Algumas vezes o encontrou entrando ou saindo da mansão, percebeu que os olhos dele pousaram em sua figura por um tempo prolongado. O que a deixava nervosa e tímida.Era quase como uma tortura tentar se concentrar nas tarefas. Ela temia que a mãe percebesse aquele brilho diferente nos seus olhos, aquela distração constante, como se sua alma estivesse sempre à espreita, esperando um gesto, um sorriso, uma palavra dele.Mas, por uma cruel peça do destino, tudo desmoronou num único instante.Sua mãe desmaiou no meio da cozinha dos Matarazzo, derrubando uma tigela de vidro que se estilhaçou no chão de mármore com um estrondo que ecoou por toda a ala residencial. O sangue que escorria do seu nariz, fino, escuro, quase negro, denunciou a todos a doença que Lúcia vinha escondendo com sorrisos forçados e remédios sem eficacia. A ambulância chegou minutos depois, sire
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