O dia seguinte chegou e a manhã nasceu clara demais para uma casa que ainda guardava silêncio de guerra.
A mansão acordou como sempre: empregados em passos contidos, portas se abrindo sem ruído, o cheiro de café se espalhando pelos corredores como se nada tivesse sido rompido na noite anterior.
Eu acordei antes do despertador.
Não por hábito. Por alerta.
Me vesti em silêncio e saí do quarto antes que pudesse pensar demais. O corredor estava vazio, mas a sensação de ser observada permanecia — nã