Dante permaneceu parado diante da entrada principal da mansão, os olhos fixos além dos destroços do portão destruído enquanto a sombra colossal se movia lentamente na névoa da madrugada. O cheiro que vinha de fora era antigo, podre, carregado de algo que não pertencia àquele tempo, e o ar parecia mais pesado a cada segundo que passava, como se o próprio território estivesse sufocando sob a presença daquela coisa.
Ele sentia o lobo dentro de si inquieto, não de medo, mas de reconhecimento, como