57. Agir
Rafael*
Henrique se sentou e ficou alguns segundos em silêncio, como se estivesse organizando a própria cabeça antes de começar a falar.
Aquilo me deixou alerta na mesma hora.
— Que foi? — perguntei, deixando a caneta de lado.
Henrique soltou um suspiro curto e passou a mão pela nuca.
— A gente precisa conversar.
Franzi a testa automaticamente.
— Essa frase nunca vem acompanhada de coisa boa.
Ele não riu. Nem tentou.
Aquilo só piorou minha sensação.
— Senta aí, Rafael.
Me recostei na cadeira se