73. Futuro
Permanecemos abraçados por vários minutos.
Eu não sabia exatamente quanto tempo tinha passado. Naquele momento, nem fazia diferença. Pela primeira vez desde que aquela conversa começou, eu não estava tentando me proteger. Não estava escolhendo palavras com cuidado nem procurando sinais de que precisava recuar. Apenas estava ali.
Quando me afastei um pouco para enxergá-lo melhor, percebi algo que me surpreendeu.
Os olhos de Rafael estavam vermelhos.
Não era por minha causa apenas.
Havia lágrimas