34. Sendo pai
Alice chamou Eliza de mãe, e aquilo não saiu da minha cabeça.
A cena se repetia de forma insistente, como se alguém tivesse decidido gravá-la na minha mente e apertar o replay sem parar. O jeito natural com que ela falou, sem hesitar, sem entender o peso daquela palavra, como se fosse algo simples, comum, certo.
Mas não era. Não podia ser.
Passei horas acordado naquela noite, encarando o teto escuro do quarto, com o silêncio pesando mais do que o cansaço. Minha mente estava um caos.
Porque não