Vitória
A nonna Elisabetta vestia um conjunto escuro e caro e me encarava por cima de um nariz aquilino; as rugas de expressão marcavam a desaprovação profunda. Era o olhar de alguém que via em mim não uma babá, mas uma praga.
— É a babá da Allegra. Aliás, essa casa é minha!
— Isso não te dá o direito de trazer uma ladra e colocar todos da família em risco. — Elisabetta proferiu ao gesticular com a mão adornada de joias, num movimento rápido de desdém que me fez apertar Théo contra o peito.
A u