O quarto em Paris era exatamente como eu imaginara um refúgio de amor: paredes brancas, cortinas leves que dançavam com a brisa do Sena, e uma cama enorme coberta com lençóis de linho branco. Velas perfumadas espalhadas pelo cômodo lançavam sombras suaves nas paredes, e pela sacada aberta entrava o som distante da cidade — passos apressados na calçada, risos de casais apaixonados, o murmúrio eterno do rio.
Arthur fechou a porta com cuidado, como se temesse quebrar algum encanto. Virou-se para m