O carro antigo conversível deslizava pelas ruas iluminadas da cidade, levando-nos do jardim de margaridas ao aeroporto internacional. Arthur segurava minha mão com firmeza, como se temesse que eu desaparecesse no caminho.
— Nervosa? — perguntou ele, sorrindo.
— Só um pouco — admiti, apertando sua mão com mais força. — Nunca voei antes.
— Sério? — ele arqueou uma sobrancelha, surpreso. — Nem mesmo quando era pequena?
— Minha família nunca teve dinheiro pra viagens — respondi, olhando pela janela