A quinta-feira amanheceu com uma chuva fina caindo sobre o jardim.
As margaridas balançavam ao vento, as pétalas molhadas brilhando como lágrimas. Eu estava na cozinha, preparando chá, quando a campainha tocou.
Três toques curtos seguidos de um longo.
O coração disparou. Era Mirielen.
Abri a porta e lá estava ela — os cabelos cacheados encharcados, o vestido florido colado ao corpo, os olhos vermelhos como se tivesse chorado a caminho.
— Mi... — comecei, mas ela me interrompeu com um abraço tão