Elena
Acordei com o sol na cara.
Não era o sol chato de São Paulo, cinzento e preguiçoso. Era um sol dourado, quente, que entrava pelas frestas da cortina pesada e pintava o quarto de luz. E acordei com braços em volta da minha cintura. Braços fortes. Pesados. Quentes.
Tentei me soltar. Devagar, sem fazer barulho. Deslizei o quadril para o lado, puxei a cintura, tentei escapar. Ele puxou mais forte. Meu corpo colou no dele de novo. O peito dele nas minhas costas. A respiração quente no meu pesc