Eu nunca gostei de andar sozinha à noite.
Não por causa da cidade. Não por causa das ruas.
Era a sensação.
De que a qualquer momento alguém poderia estar ali. Observando. Esperando.
O dia na clínica tinha sido normal. Quieto. Até agradável.
Rodrigo estava bem-humorado, rindo de piadas bobas, contando histórias de pacientes atrapalhados.
Eu consegui me distrair, rir de verdade.
Por alguns minutos, achei que podia esquecer tudo.
Que o mundo lá fora não era feito de sombras que rastejam si