Eu olhei para Lorenzo uma última vez. Meus olhos pesavam toneladas, e a imagem dele, o rosto pálido, os olhos cinzentos transbordando um terror genuíno, estava se tornando um borrão branco e difuso. O teto de Milão, com suas molduras caras e luzes frias, começou a escurecer pelas bordas. Eu queria dizer que o amava, ou que o odiava por me colocar naquela mesa, mas a minha língua pesava como chumbo, imóvel em uma boca que já não me obedecia.
O bip do monitor cardíaco, antes ritmado, tornou-se um