DANTE VELASQUEZ
DIAS DEPOIS...
O dia na Velasquez International correu com uma eficiência assustadora, em grande parte devido à nova adição na antessala do meu escritório. Ariel absorveu as funções de assistente pessoal como se tivesse nascido para organizar minha vida corporativa. Ela era rápida, intuitiva e, o mais importante, silenciosa quando eu precisava de silêncio. Ela saia sempre 12:30 para chegar em casa antes de Luna às 13h e mesmo depois de sua saída tudo continuava pacífico.
Às quatro da tarde, no entanto, a paz foi quebrada pelo toque estridente do meu telefone pessoal.
Olhei para o visor. Lorenzo Velasquez.
Meu pai não ligava para saber como eu estava. Ele ligava para dar ordens.
Atendi, recostando-me na cadeira e girando uma caneta entre os dedos.
— Pai.
— Jantar. Casa principal. 19h. — A voz dele era grave, direta, no tom de autoridade que costumava me fazer tremer quando eu tinha dez anos e que agora apenas me irritava profundamente.
— Hoje não posso