HENRICO VIGNETO
O cheiro de carvalho queimado e uvas fermentadas impregnava o ar, grudando no fundo da garganta.
Eu estava parado no meio do pátio principal da Terre d'Oro. À minha frente, o que costumava ser o Armazém 3, onde guardávamos as safras premiadas de Brunello, era agora uma carcaça fumegante de madeira negra e cinzas.
Bombeiros ainda jogavam água nos focos remanescentes, e meus funcionários corriam de um lado para o outro, tentando salvar o que restava nos barris próximos.
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