ARIEL MACEY
O som da minha própria respiração parecia alto demais, arranhado e irregular, preenchendo o silêncio mortal que se instalou na sala de estar após o decreto de Dante.
Meus olhos desviaram do rosto de Dante para os homens atrás dele. Marco e Antonio. Homens que comiam na mesa da minha cozinha, que brincavam de esconder com Vittoria, que juraram lealdade a Henrico Vigneto com a mão sobre o peito.
— Marco... — Minha voz saiu num sussurro incrédulo. — Como vocês puderam? Henrico confi