ARIEL MACEY
O choro de Vittoria tinha mudado. Não era mais aquele choro alto e manhoso de quando ela queria atenção. Agora, era um gemido baixo, constante, de quem estava exausta e com dor.
— Shhh, meu amor... shhh... — Eu a balançava nos meus braços, caminhando de um lado para o outro no quarto.
O calor do corpo dela irradiava através do pijama úmido de suor, queimando contra o meu peito. O termômetro continuava marcando 39 graus, teimoso, recusando-se a baixar mesmo depois do antitérmico q