Eu fiquei observando Alana sair do escritório, cada passo dela carregando um peso que eu queria arrancar dos ombros com as minhas próprias mãos. Ela não olhou pra trás. Nem precisava. Eu sabia que ela estava… esmagada.
Dei um passo na direção da porta, pronto pra ir atrás dela, mas senti a mão da minha mãe tocar meu braço.
— Deixa ela respirar um pouco, filho.
Eu parei. Bufei. Parte de mim queria ignorar o conselho e subir do mesmo jeito. Mas Clarisse me encarou daquele jeito que só mãe sabe fazer, meio firme, meio doce, totalmente impossível de contestar.
Roberto cruzou os braços, me observando com atenção. Clarisse ajeitou o cabelo atrás da orelha, o sinal clássico de que vinha assunto sério.
— Leonardo… — ela começou devagar — eu e seu pai estávamos conversando, e tem algo que precisamos falar com você.
Olhei de um para o outro, confuso.
— O que é?
Clarisse não desviou os olhos.
— O que você quer com a Alana?
Eu franzi a testa.
— Como assim? Eu… eu tô com ela. Eu gosto dela. Eu…
—