No retrovisor, o carro de Daniele vinha grudado no nosso. Parecia uma sombra que se recusava a largar.
Rafaela chorava baixinho, a mão apertada na barriga.
— Liga pro Pedro… por favor… — ela pediu com a voz fraca.
— Alana, pega meu telefone — Leonardo falou, tenso.
Fucei rápido, ele desbloqueou a tela e eu já procurei o contato.
— Estou ligando.
Pedro atendeu na primeira chamada.
— Pedro — comecei, ofegante — estamos levando a Rafaela pro hospital. Vai direto pra lá.
Ele nem perguntou nada. Só