No retrovisor, o carro de Daniele vinha grudado no nosso. Parecia uma sombra que se recusava a largar.
Rafaela chorava baixinho, a mão apertada na barriga.
— Liga pro Pedro… por favor… — ela pediu com a voz fraca.
— Alana, pega meu telefone — Leonardo falou, tenso.
Fucei rápido, ele desbloqueou a tela e eu já procurei o contato.
— Estou ligando.
Pedro atendeu na primeira chamada.
— Pedro — comecei, ofegante — estamos levando a Rafaela pro hospital. Vai direto pra lá.
Ele nem perguntou nada. Só confirmou com um “tô indo” desesperado.
Mandei mensagem com o nome do hospital mais próximo.
O hospital parecia cena de série médica: luzes fortes, passos apressados e aquela mistura de medo e esperança flutuando no ar.
Foi quando Daniele apareceu, furiosa.
— Isso é culpa sua! Se acontecer alguma coisa com esse bebê, a culpa é toda sua!
Fechei os olhos, respirando fundo para não desmoronar.
Ela tentou entrar colada em nós. Mas Pedro chegou, e Daniele avançou nele.
— Você não entra! Você não é fa