A notificação chegou numa manhã silenciosa demais.
Natália estava sentada à mesa da cozinha, ajudando Arthur com um dever de casa, quando o celular de Nicolas vibrou. Ele não precisava abrir para saber. O rosto dele mudou de imediato, como se alguém tivesse puxado o chão sob seus pés.
— Chegou — ele disse, baixo.
Natália levantou o olhar.
— O quê?
— A ação judicial.
O mundo não parou.
O lápis de Arthur continuou riscando o papel. O relógio da parede seguiu marcando o tempo.
Mas algo dentro dela