Natália não dormiu naquela noite.
A mensagem continuava ali, brilhando na tela do celular como uma ferida aberta. Não havia assinatura. Não havia erro de digitação. Quem escreveu sabia exatamente o que estava fazendo.
“Nós sabemos onde dói.”
Ela já tinha sentido medo antes. Medo de faltar comida, de não ser acreditada, de não ser escolhida.
Mas aquilo era diferente.
Aquilo era aviso.
Pela manhã, Arthur percebeu.
— Você está estranha — disse, enquanto tomava café. — Está igual quando eu tenho pe