Mundo de ficçãoIniciar sessãoSamantha
Com toda a correria que estava no hotel naquele dia, acho que ninguém notou meu erro ao tratar um hóspede daquele jeito, ou melhor o " todo poderoso". Acredito que o problema no hotel era sério. Eu e Vanessa terminamos nosso serviço , descemos para a vestiário e fomos bater nosso ponto e ir embora. Vanessa iria para casa cuidar das crianças e tudo mais. Eu iria enfrentar uma sala de aula. Exausta, mas tinha que ir, eu precisava concluir a faculdade, mesmo que isso custasse tudo de mim. Me despedi de Vanessa na entrada do hotel, na saída dos fundos que era destinados aos funcionários e a carga e descarga. Fomos em direção opostas, o tempo estava esquisito, ventando e fazendo um certo frio, o Hotel ficava a beira mar e o frio era mais intenso do que onde eu moro. Andei em direção ao ponto de ônibus sentido centro da cidade, e o ponto estava bastante cheio, era horário de pico, a medida que os ônibus iam parando, o ponto foi esvaziando e de repente uma chuva torrencial começou a cair. _ Não acredito! Mais essa agora!! Não posso deixar de ir hoje a aula, preciso entregar um trabalho. Comecei a procurar um guarda chuva na bolsa , torcendo que por um milagre tivesse um. Mas não foi isso que aconteceu. Não tinha nada nem parecido com isso. Estava chovendo tanto que estava difícil de identificar o número dos ônibus que passavam, quando derrepente um carro preto, estilo sedã, parou na minha frente. _ Entre, eu te levo para a faculdade. Ouvi a voz, mas não identifiquei de quem era, e nem consegui ver direito quem estava dirigindo _ Não, obrigado! Ouvi novamente o convite, só que dessa vez a voz estava mais seca e um tom mais alto. _ Entre logo, não vou chamar novamente. _Quem é? _ apertei bem os olhos para tentar identificar quem era e me lembrei!! _ Meu Deus! O "todo poderoso" _ minha voz saiu mais alto do que devia e ele ouviu. _ Sim , exatamente, entre logo ou vai ficar toda molhada. Entrei e nem sei o porquê eu entrei, meu juízo pedia para recusar, mas meu corpo não obedeceu e quando eu dei por mim, já estava sentada ao lado dele . _ Desculpa senhor, eu não sabia que era o senhor, mas mesmo que eu soubesse eu não deveria aceitar, mas já aceitei. aff , sinto que estarei encrencada Levei as mãos ao rosto demonstrando minha frustração _ Boa noite Senhorita Samantha. Está indo para a faculdade? Certo? Vou te deixar lá. _ Desculpe, nem cumprimentei o Senhor, Boa noite. Mas como sabe meu nome ? E como sabe que vou para a faculdade? E como sabe que eu estava aqui? _ Muitas perguntas. Mas você precisa de respostas, justo ! Bom seu nome eu sei porque você me disse isso mais cedo com o incidente no banheiro, sei que faz faculdade porque sei tudo de cada funcionário meu, e eu não sabia que estava aqui, estava indo para casa e vi a senhorita no ponto. Mas alguma pergunta? _ Não, não Senhor. Mas não precisa Senhor, não quero atrapalhar seus planos. Ele não disse nada, somente continuou dirigindo e eu achei melhor ficar quieta durante o período da viagem. O silêncio no carro foi quebrado por ele . _ A propósito, obrigado pela ajuda mais cedo. _ Não foi nada! _ não estava acreditando naquela situação. Mas enquanto ele dirigia pude ver o quanto ele era lindo. É daqueles homens que prende a atenção de qualquer mulher. Muito bem vestido, e com um perfume maravilhoso que tomava todo o carro. Senti o carro parar. _ Chegamos. _ Ah sim, é verdade, acabei me distraindo pensando no trabalho que preciso entregar. Precisei inventar uma desculpa esfarrapada para o verdadeiro motivo da minha distração, Ele! _ Obrigada pela carona Sr. Enrico! Volte em segurança! _ Obrigado. E assim ele saiu. Entrei para as dependências da faculdade, e me dirigi à minha sala de aula. O tempo foi passando, e meus pensamentos estavam somente nele Enrico…meu chefe gato. Acorda Samantha, ele jamais notaria uma pessoa como eu, sem graça e simples. Tentei prestar atenção nas aulas seguintes, mas não adiantou. Meus pensamentos estavam nele. A aula acabou e estou descendo as escadas para ir pegar outro ônibus para ir embora, afinal eu estava exausta. Quando no final do corredor, vejo sair da sala do reitor, ninguém mais que ele, Enrico! _ O que ele está fazendo aqui? Ele não ia para casa? O que está acontecendo?






