Maitê Moreli
Acordei assustada. Meu coração disparava como se quisesse rasgar meu peito. Olhei ao redor e, para meu desespero, ele estava ali, sentado na cadeira ao lado da cama, me observando com um olhar intenso e ao mesmo tempo possessivo.
— Como se sente? — perguntou, a voz terna como se realmente estivesse preocupado comigo.
— Como me sinto? — retruquei, arfando de raiva e medo. — Eu fui sequestrada! Roubaram a minha vida, me arrancaram do meu lar e me trouxeram para um lugar desconhecido