O sol da tarde na zona sul da capital era polido, civilizado e completamente sem graça. Não queimava a pele como o mormaço do cerrado; apenas iluminava as vitrines de grife e o asfalto limpo por onde eu era obrigada a desfilar.
Renato mantinha a mão direita espalmada na base da minha coluna, me guiando pela calçada de um dos bairros mais caros da cidade. Para quem olhasse de fora — para os paparazzi disfarçados do outro lado da rua ou para as madames que tomavam champanhe nas varandas dos bistr