O cheiro espesso de charuto cubano e uísque envelhecido vazava pela fresta da porta dupla de carvalho do escritório principal.
Eu estava descendo o corredor do segundo andar como um fantasma, arrastando os pés descalços pelo tapete persa para não fazer barulho, quando a risada ecoou. Não era uma risada qualquer. Era o som gutural e satisfeito do meu pai. Um som que Augusto Monteverde só fazia quando havia esmagado alguém sob a sola do seu sapato caro. E, logo em seguida, a risada anasalada e se