O pedido não precisou ser repetido. Eu havia mandado que ele parasse de ter paciência. E a paciência de Gael Donovan — forjada na solidão do interior do Piauí e testada até o limite durante aquelas semanas em que ele me manteve como sua refém no meio do cerrado — finalmente se estilhaçou.
O movimento dele foi brusco, destituído de qualquer cálculo ou lentidão. Aquele olhar denso, o mesmo que ele usava para vigiar o horizonte temendo os jipes do meu pai, agora queimava focado apenas em mim. Em u