Quando abri os olhos, a claridade da manhã já entrava sem cerimônia pelas frestas da janela de madeira.
Antes mesmo que eu conseguisse pensar em qualquer coisa, meu corpo me lembrou exatamente de tudo o que tinha acontecido. Cada músculo parecia ter sido acordado para a vida na marra. A dorzinha latente na base da minha coluna — um incômodo gostoso, mas bem real — era a prova física daquela mesa de cozinha onde tudo começou. Minhas coxas ardiam de um jeito novo, meus ombros pesavam e minha pele