O som dos pneus da caminhonete de Gael cantando no asfalto ainda ecoava dentro da minha cabeça quando a primeira lanterna tática cegou os meus olhos.
Fiquei ali, parada no meio da calçada fria, com os pulsos amarrados pela tira de couro e o vestido vermelho da Dona Conceição balançando no vento da madrugada. Eu não tentei correr. Não tentei gritar. Eu só conseguia olhar para o fundo da rodovia escura por onde as luzes traseiras da velha Ford haviam acabado de ser engolidas pela escuridão.
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