O asfalto se estirava diante dos faróis como uma fita escura e interminável, mas dentro da cabine da caminhonete o tempo parecia ter dobrado sobre si mesmo. A briga não tinha começo nem fim; era um ciclo contínuo de desespero, exaustão e recusa.
Quando Gael tentou me oferecer o cantil de alumínio com água, eu bati na mão dele com os pulsos amarrados, fazendo a água fria espirrar no painel de baquelite. Quando ele tentou me estender um pedaço de pão que havia sobrado na mochila, eu cuspi na dire