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— Me dê uma garrafa de vinho tinto, Laura — ordenei em tom amargo. Só hoje, só agora, naquele momento, eu precisava esquecer de tudo e de todos que me rondavam. Eu necessitava e queria esquecer Dominic. — E uma taça também.
— A senhora sabe que, se quiser conversar com alguém, pode falar comigo, não é? Sou uma ótima ouvinte — disse-me em tom gentil. Seu olhar sobre mim era tão piedoso quanto compreensivo.
— Não precisa se preocupar comigo, Laura — disse a ela sem muita animação, com um