Eu pensei. Pensei mais do que deveria.
Yanek ainda estava de pé diante de mim, apoiado na própria mesa como se o escritório inteiro fosse extensão do seu corpo seguro, imponente, inabalável.
A luz baixa destacava as linhas duras do rosto dele, suavizadas apenas pelo brilho âmbar do abajur sobre a madeira escura. O cheiro de couro e sândalo misturado ao uísque que ele havia tomado pairava no ar.
— Eu pensei, sim.
Respondi, mantendo a voz firme, mesmo que minhas mãos estivessem frias.
Antes que