Senti meus olhos marejarem. Ele estava se abrindo do jeito dele, imperfeito, direto, sem floreios. Mas era real. Eu conseguia sentir.
E, por um instante, aquilo foi tudo o que eu precisei ouvir.
Então ele deu um passo à frente. A voz saiu mais baixa, quase rouca.
— Pense nisso por hoje.
Franzi a testa.
— O quê?
— Só pense. Não toma uma decisão agora.
Ele disse, segurando de leve meu braço. O toque era quente, firme.
— Eu tive um dia estressante. Não quero terminar ele assim.
Fechei os