As resoluções raramente chegam com aplausos.
Elas chegam com silêncio.
Foi isso que Elara Sterling percebeu na manhã em que entrou no prédio da Blackwell Industries e sentiu, pela primeira vez em semanas, o ar menos pesado. Não havia celebração, nem anúncios grandiosos. Apenas a ausência de ruído — e, naquele ambiente, a ausência dizia tudo.
As portas do elevador se abriram no andar executivo e ninguém interrompeu a conversa ao vê-la. Ninguém desviou o olhar. Ninguém forçou sorrisos. O cotidian