A manhã seguinte parecia calma demais.
Calma de um jeito que não combinava com a Blackwell Industries — muito menos com o que Elara sabia que se aproximava. Cada passo dentro do prédio parecia ecoar mais do que deveria. Cada sussurro corporativo parecia carregado de tensão.
A crise do e-mail anônimo havia sido apagada oficialmente, mas a poeira ainda não tinha assentado. E a aproximação inevitável entre ela e Damian, ainda que contida, pulsava sob sua pele como uma promessa silenciosa.
Elara tentou se concentrar no que realmente importava: o trabalho.
O Eclipse Verde avançava para a próxima fase, e ela precisava preparar uma apresentação interna robusta para consolidar o projeto. Sophie já havia distribuído as demandas para as equipes técnicas, e Elara revisava relatórios quando a porta se abriu abruptamente.
Não era Damian.
Era Lucas.
E ele parecia… preocupado.
Lucas nunca parecia preocupado.
— Bom dia, Elara — disse ele, entrando sem o habitual sorriso controlado. — Precisamos conve