O amanhecer em Brentmore veio cinzento, abafado, como se até o sol hesitasse em tocar a cidade. Elara despertou sem saber se realmente havia dormido. A cabeça latejava, os olhos ardiam, e por um momento ela ficou ali, deitada na cama do hotel, encarando o teto como quem busca uma resposta que não vem.
As imagens da véspera voltaram com uma clareza cruel:
Adrian, o bebê, a mulher sorridente.
O beijo.
A vida inteira dela desmoronando diante dos próprios olhos.
Ela virou o rosto no travesseiro