William Taylor
Saí de casa sabendo o que iria fazer: a certeza de que o correto era eu ir ao encontro de Rose, mesmo ela tendo terminado comigo pelo telefone. Ao sair da Obsidian, após eliminar qualquer chance da empresa do meu pai pegar o trabalho que o James necessitava, um vazio se instalou dentro de mim e um questionamento se formou em minha mente: o que seria mais correto? Seguir o que nossa mente diz ser certo, ou o que de fato queremos?
Sobre duas rodas, dirigi pela orla de Manhattan. Deveria ir na direção da ponte para sair da cidade, mas, ao invés disso, voltei, sentido Soho. Minha vontade mesmo era ir até o clube e vê-la novamente em cima daquele palco. Eu não queria fazer as vontades da Rose, porém, não podia alimentar desejos sem futuro.
Por fim, depois de muito pensar em minha vida, resolvi parar naquela lanchonete. Optei por sentar nos estofados dos fundos; assim corria menos o risco de alguém me ver e eu acabar tendo companhia, quando, no momento, tudo o que eu queria e