Ross Anderson
A Kawasaki Ninja H2 não era apenas uma máquina; sob minhas mãos, ela se transformou em um projétil prateado rasgando a escuridão da rodovia que serpenteava em direção ao norte do estado de Nova Iorque. O velocímetro digital oscilava na casa dos 300 km/h. Naquelas velocidades, o mundo ao redor se liquefaz em borrões de luz e sombra. Eu sabia que a quantidade de radares de velocidade naquelas estradas era suficiente para aniquilar minha licença de motorista dez vezes antes mesmo de