Sophie Bailey
Enquanto nos arrumávamos para sair, peguei o celular e vi diversas mensagens e ligações da Anne. Deixei os dois na sala, ambos resolvendo algo relativo a trabalho e fui para o lado de fora ligar para minha amiga, que não demorou a atender.
— Pensei que a coisa tivesse sido tão boa, que não se lembrava mais que existo. — ela comenta com sarcasmo.
— Deixa de palhaçada, Anne. Não brinca comigo, sei muito bem que foi a senhorita quem falou aos dois onde eu estava.
Ouço sua risada do outro lado da linha.
— Tá! Eu admito que fiz isso...
— Nem que tentasse me enganar, eu não cairia nessa.
— Deixa eu falar, porra!
— Tá, tá!
— É o seguinte, querida amiga... Não vou ficar parada vendo você se depreciar, acabou de perder a pessoa que mais amava nessa vida e que sempre fez o que pôde pra te ver feliz. Então, se quiser ficar puta comigo, fique à vontade, mas saiba que não me arrependo e faria de novo.
— Acabou o discurso? — ela não responde e sei que já perdeu a paciência comigo. —