Quando olhei para o lugar de onde vinha a dor, vi o canivete daquele verme enfiado em minha coxa. Tentei respirar fundo para não surtar. E, mesmo que quisesse fazer algo contra ele, não poderia mais, pois, em um momento de distração, o infeliz se levantou cambaleante e saiu correndo.
— Você tem que ir pro hospital, isso pode infeccionar e não sabemos a gravidade do corte. — ela disse, me tirando do transe por causa da dor.
— Detesto hospitais.
— Não posso te deixar ir embora assim, você fez muito por mim essa noite. — ela suspirou, entortando os lábios. — Vamos até minha casa.
Como eu ainda estava no chão, ela estendeu a mão em minha direção, como um convite silencioso. Não queria, nem pretendia incomodá-la, mas sabia que ela tinha razão a respeito do meu ferimento, então aceitei sua ajuda e, com certa dificuldade por causa da dor na perna, levantei. Ela até tentou me ajudar a andar, porém, não permiti. Mesmo sentindo uma fisgada a cada passo que eu dava, forcei a perna e segui mancan