As lágrimas escorriam livremente entre os dedos de Ariana, caindo uma a uma sobre o mármore frio que cercava a fonte.
O som da água continuava constante, quase hipnótico, como se a natureza insistisse em manter sua serenidade enquanto, dentro dela, tudo desmoronava. Seus ombros estremeciam em pequenos movimentos involuntários, consequência de meses reprimindo a própria dor.
Pela primeira vez desde o massacre, desde o cativeiro, desde o leilão que a transformará em mercadoria, ela já não encon