POV Kael
O corredor principal da mansão era silencioso demais. Aquele tipo de silêncio que não traz paz, pelo contrário, apertava o peito como um aviso. Cada passo ecoava alto, e a madeira sob nossos pés rangia como se protestasse por ainda carregar tanta dor.
Passamos por tapeçarias rasgadas, retratos tortos nas paredes e portas que se entreabriam com o vento gélido que soprava por frestas invisíveis. O tempo ali parecia ser amaldiçoado. Então, paramos diante de uma porta diferente. Carvalho