A dor já não era uma sensação passageira. Tornou-se um estado de ser. O gosto do sangue misturado ao medo era um lembrete cruel do tempo que Isabella passava ali, naquele cativeiro imundo, sob o olhar predador de homens sem alma.
Ela não sabia quantas horas haviam se passado desde que aquela lâmina havia tocado sua pele, desde que seu vestido fora rasgado como um aviso. Sua cabeça pêndia para frente, os pulsos ardiam nas amarras, mas seu espírito ainda resistia. Isabella não choraria. Não daria