Júlia
As horas se avançam, mas eu não consigo mais dormir. A chuva finalmente parou e o céu já apresenta alguns raios claros, avisando que o dia logo chegará. Olho para a saída do cômodo. Para a porta de madeira que nos separa e me sinto tentada a ir até lá saber se ele está bem.
Respiro fundo.
— Não é da sua conta, Júlia — digo para mim mesma, já que ele deixou bem claro que me quer distante. Lembrar dos seus sons volta a me inquietar e eu dou alguns passos apressados na direção da porta fecha