Júlia
…
Um clarão tomou conta do meu quarto, seguido de um som estrondoso que me fez sentar imediatamente na cama. Assustada, olhei para a janela e vi a violência com que as grossas gotas de chuva crepitavam contra o vidro transparente da janela do meu quarto. Adrian! Pensei quando não o encontrei do meu lado na cama e apavorada, olhei no mesmo instante para o relógio digital sobre o criado mudo.
Duas da madrugada.
— Droga, cadê você, Adrian?
Ralhei, saltando para fora da cama e um arrepio de